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Guia comercial de produtos e serviços para o setor gráfico

Princípios da Manutenção Autônoma

Eng. Eliziario Rodrigues Filho

A PARTICIPAÇÃO DA PRODUÇÃO NA MANUTENÇÃO AUTÔNOMA,
COMO FERRAMENTA DA QUALIDADE NO AUMENTO DE PRODUTIVIDADE

A participação da produção, dentro do plano de qualidade e os planos de ação ligados aos processos de manutenção, é de vital importância para o desempenho das máquinas. Notamos nas gráficas, uma perda muito grande de produtividade, devido a falta de conscientização da produção, no que tange a conservação dos equipamentos, principalmente a supervisão e os operadores.

As gráficas que não se preocuparem, hoje com o aumento de capacitação técnica da produção e não criarem uma gerência participativa com desempenho de cada equipamento por técnico, terá serios riscos de sobrevivência nos proximos anos.

Apresentaremos a seguir, uma ferramenta da qualidade muito importante, para o ganho de aumento de produtividade, a manutenção autônoma, conhecida também por manutenção voluntária.

A manutenção autônoma, nós mostra a importância da integração da conservação operacional e de manutenção. Os boletins de produção, de maneira geral, nos mostram hoje na maioria das gráficas, tempos improdutivos muito altos e velocidades médias muito baixas. Isto nos leva a concluir dois pontos importantes:

1 - falta de capacitação técnica operacional
2 - falta de capacitação técnica de manutenção

Neste caso, trataremos somente,no ponto da falta de capacitação técnica de manutenção,utilizando o conhecimento da manutenção autônoma.

A manutenção autônoma (manutenção voluntária), juntamente com outras ferramentas da qualidade, melhora a disponibilidade dos equipamentos de impressão.

1 - disponibilidade operacional
2 - disponibilidade de manutenção

DISPONIBILIDADE
(MÊS/SEMESTRAL/ANUAL)

* DISPONIBILIDADE OPERACIONAL

É a porcentagem que traduz a confiabilidade do equipamento para obter a produtividade que desejamos. É composta pela relação de horas disponíveis para máquina produzir, em relação as horas improdutivas ligadas a acertos e trocas operacionais e regulagens em geral.

* DISPONIBILIDADE NA MANUTENÇÃO

É a porcentagem que traduz a confiabilidade do equipamento para obter a produtividade que desejamos. É composta pela relação de horas disponíveis para máquina produzir em relação as horas utilizadas para manutenção corretivas e inspeções preventivas e preditivas.

Dop = Dma = > = 85% (filosofia quebra zero + manutenção voluntária)

Dois aspectos importantes: temos que observar, só teremos aumento de disponibilidade, e conseqüentemente aumento de produtividade, se aplicarmos:

1 - DEFEITO ZERO - DISPONIBILIDADE OPERACIONAL - índice admissível, dentro de um plano de qualidade, ligado ao processo produtivo. (combate ao desperdício, aplicação do 5's)

2 - QUEBRA ZERO - DISPONIBILIDADE DE MANUTENÇÃO - índice admissível, dentro de um plano de qualidade, ligado ao processo de manutenção. (aplicação da manutenção autônoma, plano de manutenção preventivo)

Sendo assim chegaremos a índices próximos indicados por um plano de qualidade, citados anteriormente.

A seguir apresentaremos os oito mandamentos da manutenção autônoma ligadas a área de impressão.

OS 8 PASSOS PARA O DESENVOLVIMENTO DA MANUTENÇÃO AUTÔNOMA
Passos Objetivos Pontos a destacar
1. Limpeza Inicial

- Eliminar toda a sujeira e escombros, e prevenir a deterioração acelerada;
- Identificar os problemas ocultos que tornam-se aparente pela limpeza e corrigi-los;
- Familiarizar-se com o equipamento e sensibilizar-se com as suas necessidades;
- Aprender a debater problemas em grupo;
- Aprender as habilidades da liderança;
- Desenvolver o espírito de equipe (grupo).

LIMPEZA É INSPEÇÃO

Aprende-se gradativamente que "limpeza é inspeção" e é bem mais do que passar um pano no equipamento.

2. Determinar as causas de sujeira nos equipamentos

- Eliminar as causas das sujeiras;
- Eliminar esparramento de pó e contaminantes;
- Aumentar a confiabilidade do equipamento;
- Analisar e definir em grupo as melhorias para eliminar as causas de sujeira;
- Sentir satisfação na implementação das melhorias;

"PREVENIR ESPARRAMENTO DAS SUJEIRAS. CONFINANDO-OS"

Ao melhorar a limpeza dos equipamentos, o pessoal não só aprender a efetuar melhorias, mas também prepara-se para as futuras atividades de grupo para melhorar as condições operacionais do equipamento.

3. Melhorar o acesso as áreas difíceis de limpar

- Reduzir ao máximo o tempo necessário para limpeza, lubrificação e inspeção;
- Melhorar a manutenibilidade através da melhorias da limpeza e da lubrificação;
- Tornar a administração/gerenciamento transparente através de simples controle visual;
- Sentir satisfação na implementação das melhorias.

"DÍFICIL DE LIMPAR SIGNIFICA DIFÍCIL DE INSPECIONAR"

Através dos passos 1, 2 e 3 elimina-se a DETERIORAÇÃO ACELERADA

4. Padronizar as atividades da manutenção autônoma

- Controlar os três fatores chaves da prevenção de deterioração: limpeza, lubrificação e aperto de parafusos;
- Elaborar procedimentos padronizados para os serviços rotineiros de limpeza, lubrificação e inspeção;
- Detectar a importância do trabalho de equipe (papel de cada um no grupo);
- Estudar as funções básicas e a estrutura do equipamento.

"DECISÕES FIRMES E ADESÃO TOTAL"

Elaborando e revisando os seus próprios procedimentos, os operadores aprendem que da mesma maneira que o pessoal da manutenção, eles devem definir, implementar e assumir as suas próprias decisões de manutenção.

5. Desenvolver habilidades de inspeção geral

- Procedimentos simples para: lubrificação e inspeção.
- Aprender a identificar as condições de desempenho ótimo dos equipamentos e tornar-se hábil em diagnosticar;
- Trabalhar conjuntamente com o pessoal de manutenção para desenvolver as habilidades de manutenção e para prevenir a deterioração;
- Efetuar a inspeção geral do equipamento para detectar as partes gastas/danificadas e assim aumentar a disponibilidade;
- Modificar o equipamento para facilitar a inspeção e manutenção;
- Desenvolver espírito de grupo, aprendendo com as pessoas mais experientes.

TORNAR-SE OPERÁRIOS QUE DOMINAM OS EQUIPAMENTOS, CAPAZES DE ESTABELER CONDIÇÕES"

Os operadores aprendem a administrar/manter seus equipamentos através de estudo de instrução, melhoram as suas habilidades através da prática e avaliam o seu nível de competência através de testes.

6. Conduzir a manutenção autônoma

- Utilizar com eficiência os check-list e os procedimentos padrões;
- Aumentar a disponibilidade operacional e elucidar as condições anormais;
- Reconhecer a operação correta, as anormalidades e as ações corretivas apropriadas;
- Tornar-se autônomo elaborando os seus próprios check-list.

"EDUCAR OS MEMBROS DO GRUPO PARA QUE POSSAM DOMINAR OS EQUIPAMENTOS E CONTROLAR SUAS CONDIÇÕES"

Os membros do grupo são avaliados sobre os seus conhecimentos e atuação nas inspeções.

7. Organizar e administrar a área de trabalho

- Assegurar a qualidade e a segurança, padronizando os procedimentos de organização e limpeza da área, melhorando a produtividade;
- Padronizar as quantidades e a estocagem das peças em processo, matérias-primas, produtos, peças de reserva, ferramentas, dispositivos, etc;
- Facilitar a administração e controle da manutenção implementando sistemas de controles visuais;
- Elevar os padrões e assegurar que estes padrões mais elevados sejam seguidos.

"GERENCIAMENTO DA ÁREA DE TRABALHO, PADRONIZAÇÃO E GERENCIAMENTO DOS CONTROLES"

Este passo força a padronização das normas e dos controles, a melhoria dos padrões, e o uso de controles visuais para facilitar o gerenciamento da manutenção.

8. Empenhar-se para o gerenciamento autônomo

- Dedicar-se às melhorias que permitem alcançar as metas da empresa;
- Coletar a analisar os dados que permitem visualizar melhorias na disponibilidade, na manutenibilidade e na operacionalidade;
- Empenhar-se para o melhoramento contínuo;
- Aprender a registrar e analisar dados dos equipamentos;
- Efetuar reparos simples.

"EFETUAR ATIVIDADES DE MELHORIAS QUE REFORÇAM AS METAS DA EMPRESA"

As atividades dos operadores são monitoradas para que sejam consistentes e de acordo com as metas da empresa.

Através do passo 8 OPERA-SE COM LUCRATIVIDADE

O operador está AUTÔNOMO mas não SOLTO, está sob CONTROLE e é ADMINISTRADO através das informações (visuais) do nível de seus GERENCIAMENTO. Neste estágio, os objetivos da Manutenção Autônoma encontram-se com os objetivos de redução de custos da empresa. Os grupos são engajados na busca do melhoramento contínuo.

TABELA DE ATIVIDADES
DA MANUTENÇÃO NAS MÁQUINAS
Itens Limpar Trocar Ajustar Checar / Drenar Refil / Nível Medir Regular / Reapertar
Válvulas rotativas X            
Correias de Sucção / Esteiras e Roldanas X X X        
Correias de Transporte / Roldanas X X X        
Correias de Transmissão / Polias X X X        
Motores e motoredutores X         X X
Bombas de Vácuo X X     X X  
Ventoinhas X         X  
Rolamentos X X   X   X  
Rolo de Borracha X     X      
Numeradores Serrilhas X X X       X
Copo de Ar Comprimido X     X      
Sensores, dispositivos de segurança, fotocéculas X     X      
Painéis, comandos eletro-eletrônicos X X       X X
Lâmpadas, leds X     X      
Geladeiras, Banheiras X     X   X X
Correntes X   X X     X
Engrenagens, mancais e pinças X     X     X
Mangueiras e tubulações X X   X      
Redutores       X X    

* Eng. Eliziario Rodrigues Filho é direto da ERF Print, uma empresa especializada no ramo gráfico, em sistema de gestão de manutenção através do software SGM Print, assessoria, consultoria e treinamento ligados a manutenção e qualidade com metodologia em TPM, GMP, manutenção autônoma, ISO 9000, ISO 14000. Visite o site: www.erfprint.com.br

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